Crítica | Antes do Amanhecer: O Realismo de uma Paixão - O Mundo Autista
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Crítica | Antes do Amanhecer: O Realismo de uma Paixão

Crítica de Antes do Amanhecer. Ethan Hawke e Julie Delpy criaram um dos romances mais realistas e tocantes do cinema.

Crítica de Antes do Amanhecer. Ethan Hawke e Julie Delpy criaram um dos romances mais realistas e tocantes do cinema.

Crítica de Antes do Amanhecer. Ethan Hawke e Julie Delpy criaram um dos romances mais realistas e tocantes do cinema.

Existem filmes que tentam capturar o amor, e existe Antes do Amanhecer. O que o diretor Richard Linklater faz aqui é de uma delicadeza quase assustadora. O filme é, na sua essência, um ensaio terno e profundamente comovente sobre o instante exato em que uma paixão se acende. Mas, veja bem, sem nenhum daqueles artifícios fáceis de Hollywood. É tudo de um realismo que chega a desarmar o espectador.

A Delicadeza Assustadora de Richard Linklater em Antes do Amanhecer

O grande trunfo da produção — e o que a eleva a um patamar quase intocável — é o roteiro. Acompanhar esses protagonistas divagando sobre os mais variados e complexos assuntos da vida não é apenas enriquecedor; é magnético. É o roteiro fluindo como uma conversa absolutamente genuína.

Ethan Hawke e Julie Delpy em Antes do Amanhecer: Uma Química Orgânica e Natural

E aí nós temos que falar sobre Julie Delpy e Ethan Hawke. A química entre os dois não é apenas “perfeita”, é uma coisa orgânica, palpável. Eles estão tão despidos de vaidade, tão assustadoramente naturais na pele de Celine e Jesse, que a sensação que temos é a de estarmos ali, espionando uma intimidade real, o que confere um peso e um realismo extraordinários à narrativa.

E para embalar tudo isso, temos uma Viena capturada por uma fotografia belíssima. A cidade funciona quase como uma testemunha silenciosa desse encontro, e a trilha sonora amarra esse tom de urgência romântica com uma precisão cirúrgica.

É um filme arrebatador. É simplesmente um deslumbre.

Avaliação

Avaliação: 5 de 5.
Sophia Mendonça

Autora

Sophia Mendonça é jornalista e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UFPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.

Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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