Crítica | A Pele que Habito: O Suspense Genial de Almodóvar - O Mundo Autista
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Crítica | A Pele que Habito: O Suspense Genial de Almodóvar

Crítica de A Pele que Habito. Pedro Almodóvar criou um suspense psicológico brilhante e com um plot twist chocante.

Crítica de A Pele que Habito. Pedro Almodóvar criou um suspense psicológico brilhante e com um plot twist chocante.

Crítica de A Pele que Habito. Pedro Almodóvar criou um suspense psicológico brilhante e com um plot twist chocante.

Vejam vocês que coisa fascinante: Pedro Almodóvar, o mestre inquestionável do melodrama exuberante, da tragicomédia passional e daquelas cores quentíssimas, decide nos entregar, com A Pele que Habito, o que é, francamente, a obra mais sombria, complexa e estilisticamente gélida de toda a sua carreira.

A Pele que Habito, O “Frankenstein” Moderno e a Prisão do Corpo Humano

É um filme que abre mão de todo aquele calor humano habitual para operar como um verdadeiro Frankenstein moderno. O que Almodóvar constrói aqui é um suspense psicológico cirúrgico, que é, a um só tempo, de um lirismo impecável e de uma crueldade que chega a nos deixar sem ar. Ele nos puxa pelas mãos para um mergulho denso, desconcertante e muito profundo nas questões da identidade de gênero e na absoluta fragilidade dessa prisão que nós chamamos de corpo humano.

O Plot Twist de A Pele que Habito: Uma Reviravolta Visceral

E então, nós chegamos àquela reviravolta. E olhem, não é um artifício qualquer. É um plot twist tão chocante, tão visceral e perturbador, que ele não está lá apenas pela surpresa; ele retroage, engole o espectador e ressignifica cada milímetro da narrativa que você acabou de assistir. É simplesmente estarrecedor. E é o tipo de cinema que deixa você pregado na poltrona, tentando recuperar o fôlego enquanto os créditos sobem.

Avaliação

Avaliação: 5 de 5.
Sophia Mendonça

Autora

Sophia Mendonça é jornalista e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UFPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.

Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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