“13 Fantasmas” é um filme que se destaca mais pela sua curiosa e divertida mistura de elementos do que como um exemplar eficiente do gênero terror. Assim, a obra se assemelha a um longa juvenil no estilo “Sessão da Tarde”. A diferença é que, aqui, o entretenimento é salpicado com cenas de sustos e um pouco de sangue. Dessa forma, o longa-metragem é, em essência, um exercício de imaginação sem grande profundidade.
A Casa de Vidro (Mansão Basileus): O Grande Triunfo Visual de 13 Fantasmas
O ponto forte da produção reside em seus aspectos técnicos e visuais. A Casa de Vidro, ou Mansão Basileus, é o grande destaque. Afinal, ela apresenta uma arquitetura complexa, paredes de vidro móveis e inscrições em Latim. Com isso, cria um cenário de casa mal-assombrada visualmente impactante. Além disso, os fantasmas do título são criaturas perturbadoras e criativas. Isso porque os visuais e maquiagens são excelentes e conferem a cada aparição uma identidade distinta.
13 Fantasmas: Uma Mistura Curiosa de Terror e Aventura Juvenil
O filme adota um tom acelerado, barulhento e exagerado Com isso, incorpora toques de alívio cômico que o aproxima de uma aventura familiar e criam conexão com o público. No entanto, o filme falha como terror, pois não consegue assustar. Em relação ao elenco, a performance de Matthew Lillard, como um médium, se sobressai. Afinal, o ator injeta uma energia frenética e cômica no papel. Mas, apesar de um elenco competente, as interpretações carecem de peso dramático. Contudo, mesmo com tantas falhas, não é difícil se render à atmosfera despretensiosa do filme e se divertir.
Avaliação

Autora
Sophia Mendonça é jornalista e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UFPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.
Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

