ATAQUE BRUTAL é Bom? O Novo Filme de Tubarão da Netflix - O Mundo Autista
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ATAQUE BRUTAL é Bom? O Novo Filme de Tubarão da Netflix

Crítica de Ataque Brutal, o novo filme de tubarão em alta na Netflix. É um suspense de roer as unhas ou apenas mais um filme B?

Crítica de Ataque Brutal, o novo filme de tubarão em alta na Netflix. É um suspense de roer as unhas ou apenas mais um filme B?

Crítica de Ataque Brutal, o novo filme de tubarão em alta na Netflix. É um suspense de roer as unhas ou apenas mais um filme B?

Ataque Brutal acaba de aportar na Netflix e, como era de se esperar desse tipo de farofa aquática, já se instalou confortavelmente entre os títulos mais vistos da plataforma. A premissa é aquela mesma de sempre, mas a pergunta que não quer calar é: afinal, o filme vale o seu tempo?

Ataque Brutal Vale a Pena? Entre o “Filme B” e o Entretenimento

​Veja bem… se você procura um primor do cinema contemporâneo, eu recomendo enfaticamente que você nade para bem longe. Ataque Brutal assume, de forma até bastante desavergonhada, a sua essência de “filme B”. É uma produção forjada estritamente para o entretenimento mais escapista possível. Contudo — e aqui eu faço uma concessão —, o longa conta com um elenco surpreendentemente competente, que segura a barra e injeta uma dose formidável de adrenalina e exagero para manter você preso do início ao fim.

​O seu maior trunfo, na verdade, é ter a decência de ser curto. A montagem garante que tudo passe tão depressa que você mal tem tempo de questionar os absurdos da trama. Há, claro, parcas tentativas de criar algum estofo dramático — como a gravidez jogada ali no colo de uma das personagens —, mas o roteiro aborda isso com a profundidade de uma poça d’água. Ele não se estende nesses pormenores, o que, francamente, é um alívio. A proposta aqui é deixá-lo imerso unicamente naquela tensão primária de descobrir quem será a próxima refeição.

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​No frigir dos ovos, eu admito que esse não é, nem de longe, o meu tipo de filme favorito. Faltam-lhe grandes virtudes narrativas ou atrativos que justifiquem um olhar mais apurado, caso você não seja um devoto do gênero. Mas, se o que você quer é apenas uma ação frenética, um suspense claustrofóbico e uma bobagem que se resolve rápido para você se divertir e depois esquecer, Ataque Brutal cumpre a sua modesta função.

Avaliação

Avaliação: 2.5 de 5.

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Sophia Mendonça

Autora

Sophia Mendonça é jornalista e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UFPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero.

Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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