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A Odisseia: Nolan transforma o clássico em espetáculo de ação

A Odisseia de Christopher Nolan sacrifica a obra original? Análise sobre os efeitos práticos, a trilha sonora e o elenco de peso do filme.

A Odisseia de Christopher Nolan sacrifica a obra original? Análise sobre os efeitos práticos, a trilha sonora e o elenco de peso do filme.

Em A Odisseia, Christopher Nolan sacrifica parte da complexidade e da ambiguidade do épico clássico para criar um filme de aventura grandioso. Assim, a obra funciona como um espetáculo de entretenimento de primeira linha.

O espetáculo visual e técnico de Nolan em A Odisseia

​Visualmente, aliás, o longa é superlativo. Isso porque locações são extraordinárias e cinematografia de Hoyte van Hoytema, filmada inteiramente com câmeras IMAX, é impecável. Dessa forma, o filme ganha força nas cenas de ação e sobrevivência, impulsionado por batalhas bem coreografadas e efeitos práticos de alta qualidade. Para completar a atmosfera, a trilha sonora de Ludwig Göransson é outro ponto alto. Afinal, ela pontua perfeitamente o perigo de cada desafio e o clímax decisivo.

Roteiro questionável de A Odisseia e mudanças na obra original

​Apesar dos acertos técnicos e do elenco formidável, algumas escolhas do roteiro são questionáveis. A deusa Circe (Samantha Morton), por exemplo, é alterada para que Odisseu demonstre astúcia sozinho, sem a ajuda de Hermes. Além disso, a passagem de sete anos do herói com a ninfa Calipso (Charlize Theron) não aprofunda os personagens. Em vez disso, o controverso uso da flor de lótus para manter Odisseu preso e esquecido funciona apenas como uma muleta narrativa para encaixar flashbacks.

Elenco de A Odisseia: Anne Hathaway brilha como Penélope

​No que se refere às interpretações, o grande destaque é Anne Hathaway como Penélope. Isso porque a atriz da se afasta da armadilha de construir uma imagem de passividade e espera. Em vez disso, ela entrega uma mulher forte, vulnerável, complexa e cheia de energia interna. Ou, como a própria intérprete descreveu sua versão da personagem, um verdadeiro “vulcão”.

Avaliação: 7/10

Sophia Mendonça

Sophia Mendonça é jornalista e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UFPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero. Em 2025, Sophia apareceu na posição #57 da lista de 64 egressos notáveis da UFMG, divulgada pelo EduRank. Ao longo de sua trajetória ela ganhou diversos prêmios, incluindo o Grande Colar do Mérito de Belo Horizonte (2016), o Special Tribute do Erasmus+ (2019) e o de micro Influenciadores Digitais do Portal da Comunicação (2023).

Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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