Recentemente, tive a honra de atuar como jurada no Concurso Literário Bartolomeu Campos de Queirós, promovido pela Literíssima Editora, e preciso compartilhar o quanto essa experiência foi revigorante para mim.
Ler autores tão jovens — adolescentes e jovens adultos entre 14 e 21 anos — lidando com temas densos como memória e luto foi uma surpresa extremamente grata. É fascinante observar como, mesmo dentro de uma proposta coletiva, cada escritor conseguiu manter sua voz única e garantir a coesão temática sem perder a própria identidade. Portanto, ver essa nova geração tratando a dor e a lembrança com tanta sensibilidade me dá ainda mais esperança no futuro da nossa literatura.
O Livro: “Bartolomeu Campos de Queirós na Escrita Jovem”
Todo esse processo resultou em uma obra belíssima. A antologia reúne os 50 melhores contos selecionados no concurso, que teve como principal objetivo estimular a produção literária da juventude de Belo Horizonte.
A proposta era desafiadora: os participantes precisavam criar contos que dialogassem com a trajetória do autor mineiro, mencionando uma de suas obras ou trazendo o próprio Bartolomeu como personagem das narrativas. E eles entregaram textos de uma força imagética e poética impressionantes.
Os Grandes Destaques
Dividir a responsabilidade da curadoria com colegas tão brilhantes — a psicanalista e pesquisadora Ninfa de Freitas Parreira e o professor e poeta Christian Victor de Oliveira Coelho — foi um privilégio. Após muita leitura e reflexão, chegamos aos três grandes vencedores desta edição, que merecem todos os aplausos:
- 🥇 1º Lugar: “A casa que me falta”, de Beatriz Piassi Dias
- 🥈 2º Lugar: “A casa da Maria das Graças”, de Matheus Henrique de Lisboa Ferreira
- 🥉 3º Lugar: “A casa do silêncio”, de Samuel Victor Ricardo Torres
Muito além de um concurso literário
Como bem pontuou a jornalista Leida Reis, idealizadora da iniciativa e proprietária da Literíssima Editora, este projeto reforça o papel da literatura como um verdadeiro instrumento de transformação.
Então, além de eternizar as produções desses jovens, o projeto também promoveu oficinas de escrita criativa e fará a distribuição gratuita dos exemplares para bibliotecas dos centros culturais e algumas escolas públicas de Belo Horizonte. É, portanto, a democratização do acesso à leitura e o incentivo ao talento caminhando lado a lado!
Convite Especial para os Lançamentos
Se você, assim como eu, é um apaixonado pelas letras, deixo aqui o meu convite para prestigiar o lançamento do livro, que conta com o apoio da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), viabilizado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura e com patrocínio da Unimed Aeromédica.
Teremos dois momentos especiais de encontro:
Lançamento 1
- Data: Sábado, 27 de junho
- Horário: 10h às 12h
- Local: Centro Cultural Bairro das Indústrias (Rua dos Industriários, 289, Indústrias I, região do Barreiro – BH)
Lançamento 2
- Data: Sábado, 11 de julho de 2026
- Horário: 10h às 12h
- Local: Centro Cultural Vila Marçola (Rua Mangabeira da Serra, 320, Marçola – BH)
Parabéns a todos os envolvidos por manterem viva a poesia de Bartolomeu Campos de Queirós através das palavras dessa nova e brilhante geração!

Sophia Mendonça é jornalista e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UFPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero. Em 2025, Sophia apareceu na posição #57 da lista de 64 egressos notáveis da UFMG, divulgada pelo EduRank. Ao longo de sua trajetória ela ganhou diversos prêmios, incluindo o Grande Colar do Mérito de Belo Horizonte (2016), o Special Tribute do Erasmus+ (2019) e o de micro Influenciadores Digitais do Portal da Comunicação (2023).
Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

