O que torna “Aquamarine” uma obra tão especial é o respeito feroz pela lealdade e o altruísmo que unem as garotas umas às outras. Dessa forma, o filme exibe uma empatia bem-vinda pelas pré-adolescentes e uma compreensão profunda de como elas interagem. Além disso, o longa entende que existe uma diferença abismal entre o que é realmente importante, como amizade, autoconfiança e altruísmo, e o que apenas parece importante nessa fase da vida, como paixonites, tendências de moda e a necessidade de seguir a manada. Então, de maneira revigorante, a obra nunca vacila quanto à importância que dá à amizade. Isso porque ela a coloca acima de quase qualquer outra coisa.
A Trama de Aquamarine: O Último Verão de Claire e Hailey
A trama acompanha Claire (Emma Roberts) e Hailey (JoJo). Elas são melhores amigas inseparáveis que enfrentam um momento de cortar o coração. Afinal, este trata-se dp último verão juntas antes de Hailey se mudar para a Austrália com a mãe. Arrasadas com a iminente separação, as garotas têm a vida virada de cabeça para baixo quando uma forte tempestade traz uma uma sereia de verdade chamada Aquamarine (Sara Paxton). Fugindo do oceano porque seu pai quer forçá-la a um casamento arranjado com um tritão que ela não ama, a sereia ganha um ultimato. Assim, tem apenas três dias para provar que o amor verdadeiro existe. O alvo de sua missão é o bondoso salva-vidas local, Raymond (Jake McDorman). Este é o rapaz por quem Claire e Hailey também suspiram.
Altruísmo Muito Além das Paixonites
O curioso é que, ao facilitar o romance entre sua nova amiga e o salva-vidas, Claire e Hailey demonstram estar dispostas a sacrificar os próprios interesses românticos em prol do altruísmo. Portanto, a engenhosidade da trama de reside em permitir que as jovens na plateia realizem suas próprias fantasias românticas de forma segura junto com as protagonistas. Dessa forma, longa possui uma doçura e uma inocência que o tornam tocante.
A Profundidade Emocional por Trás da Magia de Aquamarine
Mas a história, uma adaptação de um livro de Alice Hoffman, de “Da Magia à Sedução”, é densa. Essa profundidade vem das relações entre as personagens. Por exemplo, Hailey vem de um lar desfeito e carrega uma saudade comovente do pai. Claire, enquanto isso, lida com o luto pela morte prematura dos pais. Este fato a fez se retrair da vida e se apegar à amiga como rede de apoio e família. Além disso, o jovem elenco e a direção sensível de Elizabeth Allen Rosenbaum conferem veracidade e ternura a um enredo que celebra a importância da amizade. E é muito bonito presenciar o crescimento de todas por meio das interações humanas.
Avaliação: 9/10

Sophia Mendonça é jornalista e escritora. Além disso, é mestre em Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades (UFMG) e doutoranda em Literatura, Cultura e Tradução (UFPel). Ela também ministrou aulas de “Tópicos em Produção de Texto: Crítica de Cinema “na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto ao professor Nísio Teixeira. Além disso, Sophia dá aulas de “Literatura Brasileira Contemporânea “na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com ênfase em neurodiversidade e questões de gênero. Em 2025, Sophia apareceu na posição #57 da lista de 64 egressos notáveis da UFMG, divulgada pelo EduRank. Ao longo de sua trajetória ela ganhou diversos prêmios, incluindo o Grande Colar do Mérito de Belo Horizonte (2016), o Special Tribute do Erasmus+ (2019) e o de micro Influenciadores Digitais do Portal da Comunicação (2023).
Atualmente, Sophia é youtuber do canal “Mundo Autista”, crítica de cinema no “Portal UAI” e repórter da “Revista Autismo“. Aliás, ela atua como criadora de conteúdo desde 2009, quando estreou como crítica de cinema, colaborando com o site Cineplayers!. Também, é formada nos cursos “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica” (2020) e “A Arte do FIlme” (2018), do professor Pablo Villaça. Além disso, é autora de livros-reportagens como “Neurodivergentes” (2019), “Ikeda” (2020) e “Metamorfoses” (2023). Na ficção, escreveu obras como “Danielle, asperger” (2016) e “A Influenciadora e o Crítico” (2025).
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